Hoje, no meio de um dia comum, fui atravessada por uma lembrança em forma de música.
E não era qualquer música… era Kid Abelha.
Engraçado como algumas fases da vida ficam guardadas em acordes.
Foi só dar o play e, de repente, eu já não estava mais aqui — estava lá atrás, na minha adolescência, dançando sem medo, sentindo tudo com intensidade, acreditando em cada palavra cantada.
Quantas noites…
Quantas histórias…
Quantas versões de mim nasceram ao som dessas músicas…
E hoje, em um momento tão diferente — mais silencioso, mais meu, até em celibato (risos, mas isso fica pra outro texto) — ouvir tudo isso me trouxe um aconchego inesperado.
Não foi saudade que dói.
Foi saudade que acolhe.
Um sorriso leve escapou, quase como se eu dissesse pra mim mesma:
“Você viveu… e viveu bonito.”
Tem músicas que não passam.
Elas ficam.
Guardadas em algum lugar entre o coração e a memória, esperando o momento certo de voltar.
E hoje… elas voltaram.
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