sábado, 11 de abril de 2026

Entre encontros e a paz que ficou




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Entre encontros e a paz que ficou


Depois de tantos desencontros… a vida resolveu cruzar nossos caminhos hoje.


Eu estava no simples. No meu trivial. Fui comprar minhas coisas, vivendo meu dia, sendo eu… quando vi você.

Alguém que eu amei nessa vida.


Engraçado…

eu achei que ia doer.

Achei que meu peito ia apertar, que ia desestabilizar tudo que venho reconstruindo.


Mas não.


Foi leve.

Foi quase bonito.


Você estava diferente… bermuda bege (logo você, que nunca usava), camisa preta, o cabelo do jeito que eu sempre gostei. Por um segundo, pareceu até coisa do destino… mas não, era só coincidência mesmo.


Eu não chamei.

Não falei.

Só sorri… baixinho, ao perceber que você estava bem.


E segui.


Mas a vida, quando quer testar a gente, insiste…

E lá estava você de novo, no mercado.


Outra roupa, outro momento… mas o mesmo silêncio.

Dessa vez, você me viu. Eu sei que viu.

Olhou… e desviou.


Fingiu não me ver.


E tudo bem.


Porque algumas histórias não precisam de mais palavras…

Elas já disseram tudo no que fizeram a gente sentir.


Eu também marquei você.

Assim como você me marcou.


Mas hoje… não doeu.

Hoje eu só sorri de novo… dessa vez olhando para o chão, em paz.


E sabe o que é mais bonito nisso tudo?


É perceber que eu realmente estou seguindo.


Seguindo com o meu propósito.

Seguindo com a minha verdade.

Seguindo com a decisão de não aceitar menos do que eu mereço.


Porque ver alguém que já foi parte de mim… estar bem…

não me diminui.


Só confirma que eu também estou.


E talvez…

esse seja o verdadeiro ponto de cura.



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