“O que sustenta uma presença”
Quando disse:
“Mulheres, escolham muito bem o pai dos seus filhos…”
eu não ouvi só um conselho.
Eu senti uma verdade.
Porque nem toda presença é ausência…
mas também nem toda presença é inteira.
Às vezes, existe carinho.
Existe cuidado.
Existe até tentativa.
Mas existem também os bastidores.
As mãos invisíveis.
A força silenciosa de quem realmente sustenta tudo — mesmo sem reconhecimento.
E perceber isso… transforma.
Transforma o olhar.
Transforma o coração.
Transforma, principalmente, as escolhas.
No meio desse caminho, eu conheci um tipo de dor que não se explica:
uma perda que não teve nome,
mas teve amor.
Um vazio que ninguém viu chegar,
mas que mudou tudo dentro de mim.
E depois disso, eu entendi:
não é sobre quem parece estar.
É sobre quem é.
É sobre quem sustenta quando a vida pesa,
quem permanece quando não tem plateia,
quem ama sem precisar de apoio escondido.
Hoje eu não carrego só a dor.
Eu carrego consciência.
E isso muda tudo.
Porque eu não sou mais a mulher que acredita só no que vê.
Eu sou a mulher que sente… mas também enxerga.
E é daí que eu recomeço.
Mais inteira.
Mais forte.
Mais fiel a mim.
Porque da próxima vez…
não vai ser só amor.
Vai ser verdade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário