sábado, 18 de abril de 2026

Amar em Voz Alta

 

Hoje eu vi o amor acontecer sem disfarces.


Não foi em um filme, nem em uma música bonita. Foi ali, no mundo real — daquele jeito simples que quase passa despercebido, mas que, quando a gente presta atenção, muda tudo por dentro.


Eu vi alguém sendo amado em voz alta.


Sem medo do olhar dos outros.

Sem vergonha de sentir.

Sem aquela necessidade de esconder o que é bonito.


E, sabe… eu sorri.


Sorri porque, por um instante, tudo fez sentido. Porque no meio de tanta gente ferida, desconfiada, cansada de tentar, ainda existe quem escolha amar com coragem. Amar de verdade. Amar sem economizar sentimento.


Tem algo muito forte em ver o amor assim, exposto, vivo. Não é sobre perfeição — é sobre presença. Sobre assumir: “eu sinto, e não tenho medo que o mundo saiba.”


E o mais curioso é que aquele momento não foi só sobre quem estava ali vivendo aquilo. Foi sobre mim também.


Sobre a parte minha que ainda acredita.

Que ainda se emociona.

Que ainda não desistiu.


Porque a gente pode até tentar se proteger, se fechar, dizer que não quer mais… mas quando vê o amor sendo vivido de forma leve e verdadeira, alguma coisa dentro da gente responde.


Hoje, eu não senti falta.

Eu senti esperança.


E talvez seja isso que o amor faz, mesmo quando não é com a gente:

ele lembra que ainda existe, que ainda é possível, que ainda pode chegar — sem pressa, mas inteiro.


Que a gente nunca perca a capacidade de sorrir ao ver o amor dos outros.


Porque isso também é uma forma de amar.

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