Engraçado como algumas pessoas dizem que querem paz, mas chegam trazendo guerra disfarçada de “sinceridade”.
Dizem que não querem discussão, mas constroem um tribunal inteiro em cima de você.
Analisam, julgam, definem padrões… como se tivessem esse direito.
E o mais curioso?
Sempre vem com um “de boa”, como se isso anulasse o peso das palavras.
Existe uma linha muito clara entre diálogo e invasão.
Entre querer entender e querer controlar.
Entre ser verdadeiro e ser desrespeitoso.
Não atender uma ligação não é rejeição.
Se afastar não é jogo.
E não estar disponível o tempo todo não é contradição — é limite.
Mas pra quem precisa que tudo gire ao redor do próprio entendimento, qualquer autonomia do outro vira problema.
Falam que não querem cobrança… cobrando.
Falam que não querem jogo… criando narrativa.
Falam que querem algo leve… sendo pesados.
E no meio disso tudo, ainda tentam ensinar como você deve ser, agir, responder… como se você precisasse de orientação sobre a sua própria existência.
Não.
Eu não preciso ser interpretada.
Não preciso ser analisada.
E muito menos moldada pra caber na expectativa de alguém que nem sabe sustentar o que fala.
Ser simples não é ser raso.
Ser direto não é ser invasivo.
E ser verdadeiro não é licença pra ultrapassar limites.
Quem realmente quer paz, não pressiona.
Não acusa.
Não transforma conversa em julgamento.
Respeita.
Porque no final, não é sobre “virar a página”.
É sobre como você trata alguém enquanto ainda tenta provar que já superou.
E isso… fala muito mais do que qualquer discurso.
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