sexta-feira, 13 de março de 2026

“Quando você descobre tarde demais que houve uma vida.”

 

Existem perdas que a gente entende na hora.

E existem perdas que a gente só compreende depois.

Eu não sabia.

Não sabia que dentro de mim existia uma vida começando. Não tive tempo de imaginar um rosto, escolher um nome ou fazer planos. A vida seguiu, os dias passaram… até que a verdade apareceu, silenciosa e tardia.

E foi então que algo dentro de mim mudou.

Porque perceber que uma vida passou por você, mesmo que por pouco tempo, muda a forma como você olha para si mesma. Muda a forma como você entende o próprio corpo, o próprio coração e a própria história.

É um tipo de luto estranho para quem vê de fora.
Algumas pessoas talvez nem considerem uma perda.

Mas para quem sente… é real.

Não é sobre quanto tempo durou.
É sobre o que aquilo significa depois que você entende.

Hoje eu carrego essa memória de uma forma quieta, quase sagrada. Não como culpa, não como peso, mas como parte da minha história de mulher.

Porque às vezes a vida deixa marcas invisíveis.

E mesmo que ninguém veja… elas continuam existindo dentro da gente.

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