Eu não sinto falta de sexo.
Não sinto falta de homem.
E antes que alguém tente transformar isso em frustração ou amargura… calma.
Eu simplesmente me conheço.
Conheço meu corpo, meus desejos, minhas pausas e minhas vontades. Sei me tocar, sei me descobrir, sei me respeitar. O prazer também pode ser uma forma de intimidade consigo mesma.
Mas tem mais uma coisa: eu sou demissexual.
Para mim, o desejo não nasce da pressa, nem da aparência, nem da urgência que muita gente sente.
Ele nasce da conexão.
Da conversa que atravessa a madrugada.
Da mente que encontra a minha.
Da confiança que vai sendo construída sem pressa.
Sem isso… o corpo simplesmente não responde.
Então não, eu não sinto falta.
Porque desejo, para mim, não é necessidade física constante.
É encontro.
E enquanto esse encontro não acontece de verdade, eu sigo bem comigo mesma. Trabalhando, vivendo, escrevendo, cuidando da minha vida e do meu caminho.
Autonomia também é isso:
não aceitar relações só para preencher um vazio que, na verdade, nem existe.
Porque quando você aprende a estar bem na própria companhia, você deixa de procurar qualquer pessoa.
Você passa a esperar a pessoa certa.
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