sexta-feira, 13 de março de 2026

“Não sinto falta de homem. E não, isso não é frustração.”

 Eu não sinto falta de sexo.

Não sinto falta de homem.


E antes que alguém tente transformar isso em frustração ou amargura… calma.


Eu simplesmente me conheço.


Conheço meu corpo, meus desejos, minhas pausas e minhas vontades. Sei me tocar, sei me descobrir, sei me respeitar. O prazer também pode ser uma forma de intimidade consigo mesma.


Mas tem mais uma coisa: eu sou demissexual.


Para mim, o desejo não nasce da pressa, nem da aparência, nem da urgência que muita gente sente.

Ele nasce da conexão.


Da conversa que atravessa a madrugada.

Da mente que encontra a minha.

Da confiança que vai sendo construída sem pressa.


Sem isso… o corpo simplesmente não responde.


Então não, eu não sinto falta.

Porque desejo, para mim, não é necessidade física constante.


É encontro.


E enquanto esse encontro não acontece de verdade, eu sigo bem comigo mesma. Trabalhando, vivendo, escrevendo, cuidando da minha vida e do meu caminho.


Autonomia também é isso:

não aceitar relações só para preencher um vazio que, na verdade, nem existe.


Porque quando você aprende a estar bem na própria companhia, você deixa de procurar qualquer pessoa.


Você passa a esperar a pessoa certa.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Hoje eu escolho o perdão.

  Hoje eu escolho o perdão. Não como quem esquece, mas como quem decide não carregar mais. Eu me perdoo por tudo que fiz tentando acertar...