Eu já me afoguei tentando salvar um amor que não sabia nadar.
Já mergulhei fundo demais em olhos que não eram oceano…
eram só reflexo.
Mas agora… eu sou mar.
Não imploro mais por presença,
não disputo mais atenção,
não diminuo minha intensidade pra caber em quem não sustenta.
Eu encanto.
Eu envolvo.
Eu escolho.
Se quiser ficar, que seja porque sabe nadar nas minhas águas.
Se não… que siga.
Porque eu aprendi a transformar dor em poder,
ausência em presença,
e fim… em renascimento.
Amores vêm, amores vão —
mas eu continuo sendo ilha.
E quem chega até mim…
ou aprende a mergulhar…
ou se perde.
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