O “não” que liberta
Crescemos aprendendo a dizer “sim”.
Sim para não magoar,
sim para não perder,
sim para caber,
sim para manter.
Mas quase ninguém ensina
o quanto um “não” pode salvar a gente.
Dizer não não é dureza.
É direção.
O “não” fecha portas, sim…
mas são portas que, muitas vezes, levavam
para lugares onde a gente precisava se diminuir
para permanecer.
E quando uma porta se fecha pelo nosso próprio limite,
não é perda —
é proteção.
Já me disseram que eu era água…
que a água molda.
E por muito tempo eu acreditei nisso.
Acreditei que precisava me adaptar,
me encaixar,
me ajustar ao formato do outro.
Mas hoje eu entendo:
a água não vive para se moldar.
A água vive para fluir.
E quando o caminho não é mais saudável,
ela não insiste —
ela muda de direção.
O “não” é isso.
É o momento em que a gente para de tentar caber
e começa a escolher para onde quer ir.
É quando a gente deixa de ser aquilo que aceita tudo
e passa a ser aquilo que se respeita.
Dizer não liberta.
Liberta do excesso,
do desgaste,
do que não soma.
E, principalmente,
liberta a gente de nós mesmos
quando esquecemos o nosso valor.
Hoje, eu sei:
cada “não” que eu digo com consciência
é um passo a mais na direção da minha paz.
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