terça-feira, 7 de abril de 2026

Hoje eu achei que ia chorar.

 

Hoje eu achei que ia chorar.

Achei que minha voz ia falhar, que meu peito ia apertar e que, depois de apertar “enviar”, o arrependimento viria como uma onda forte, daquelas que derrubam a gente sem aviso. Achei que eu ia me sentir pequena… exposta… frágil.

Mas não.

Hoje eu me senti em paz.

Pela primeira vez, não foi sobre medo de perder. Foi sobre coragem de me manter. Foi sobre olhar pra mim mesma e dizer: “eu mereço respeito, eu mereço reciprocidade, eu mereço verdade.”

E eu disse.

Sem gritar. Sem implorar. Sem me diminuir.

Eu entendi, finalmente, que se impor não é ser dura… é ser justa comigo. Que não aceitar menos não é orgulho… é amor próprio. E que deixar claro o que eu sinto não me enfraquece — me liberta.

Eu não obrigo ninguém a ficar. Eu não obrigo ninguém a ser o que não é.

Mas também não me obrigo mais a aceitar o que não me faz bem.

Hoje, eu não chorei. Hoje, eu me escolhi.

E existe uma paz muito bonita quando a gente para de se abandonar pra caber no outro.

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