terça-feira, 28 de abril de 2026

Entre o “vou” e o “não vou”: o lugar onde eu me escolho

 

Existe um espaço silencioso entre o impulso e a decisão.

Entre o “vai” que o mundo grita… e o “não vou” que nasce baixinho dentro da gente.

Por muito tempo, eu confundi intensidade com entrega. Achei que sentir muito era sinônimo de ficar, de insistir, de me moldar para caber no desejo de alguém. Mas não é. Nunca foi.

Hoje eu entendo: querer não é o mesmo que se perder.

Existe um corpo que lembra.

Uma pele que arrepia.

Uma saudade que sabe exatamente o caminho de volta.

Mas também existe uma mulher que aprendeu a vigiar o próprio coração.

Não por medo —

mas por amor próprio.

Porque já houve dias em que eu fui inteira demais para quem era raso.

Já houve noites em que eu me dei inteira… e voltei em pedaços.

E mesmo assim, eu continuo sentindo.

Continuo desejando.

Continuo viva.

A diferença é que agora… eu escolho.

Escolho quando ir.

Escolho quando ficar.

E, principalmente, escolho quando ir embora.

Não é sobre negar o desejo — é sobre não ser dominada por ele.

Não é sobre endurecer — é sobre não se apequenar.

Eu posso até dançar na beira do risco, sentir o vento, olhar pra trás por um segundo…

Mas eu sei exatamente onde meus pés querem pousar.

E não, eu não vou morar nas asas de ninguém.

Não vou me moldar para ser aceita.

Não vou ignorar os sinais que um dia já me quebraram.

Porque todas as vezes que eu me escolhi,

mesmo com saudade,

mesmo com vontade…

alguma coisa dentro de mim floresceu.

E é isso que fica.

No fim, não é sobre ir ou não ir.

É sobre voltar pra si mesma — inteira.

Sempre. ✨

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