Hoje eu saí com o coração aberto…
como quem ainda acredita que, no meio da multidão,
o amor pode aparecer assim, do nada.
Não sei se é você.
Não sei se ainda é você.
Mas tem dias que o vento sussurra
que a gente ainda pode se encontrar por aí…
numa esquina qualquer,
sem aviso, sem roteiro.
E eu fico imaginando —
se você também pensa nisso,
se por um segundo já se perguntou onde eu tô,
ou como seria me ver de novo.
A vida seguiu, eu sei.
A gente seguiu.
Mas tem coisas que ficam…
um riso guardado,
um jeito de olhar,
uma saudade que aparece antes mesmo do dia acabar.
E mesmo assim, eu continuo…
vivendo o agora,
tentando sentir o que a vida ainda quer me dar.
Porque talvez o amor não tenha sido só você.
Ou talvez… ainda seja, de alguma forma.
Se um dia a gente se cruzar,
não precisa dizer nada.
Só me olha…
porque eu vou entender.
E se não for você —
que a vida me encontre.
Que o amor me reconheça.
E que, dessa vez,
fique.
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