Feche os olhos e tente se imaginar do outro lado.
Não, não do lado em que você queria estar, mas do lado onde suas escolhas te levam — sozinho, cercado pelo eco das suas mentiras.
Você achou que podia brincar com o tempo e as pessoas, que poderia dispersar sentimentos como se fossem nada. Mas cada gesto seu, cada palavra não dita, cada trapaça… tudo construiu uma prisão invisível.
E sabe o que dói? Que quem você feriu, quem você subestimou… está viva. Crescendo. Evoluindo. Seguindo.
E você? Continua girando em círculos, preso na própria imaturidade, se lembrando, noite após noite, do que destruiu.
Você tentou me encontrar em outros corpos, em outras experiências, mas não encontrou nada. Porque o que você perdeu não existe em mais ninguém.
Agora é tarde. O que você tinha — alguém que acreditava, que perdoava, que amava — não volta. Não enquanto você estiver preso às suas mentiras.
Olhe no espelho. Sinta a ausência que você criou. Cada escolha, cada palavra falsa, cada fuga daquilo que poderia ter sido… está ali refletida em você.
E ainda assim, você não consegue mudar o que já perdeu. Eu sigo, inteira, respirando liberdade.
E você? Você só tem o vazio. Só tem a lembrança do que nunca mais terá.
Tente dormir. Eu sigo.
E você? Vai acordar amanhã sabendo que, por mais que procure, nada vai preencher o espaço que você mesmo destruiu
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