sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Céu eu e meu modo

 Amores,

Hoje a luz acabou.

E eu fui para a janela olhar o céu.

Engraçado… a gente quase nunca olha para cima quando tudo está funcionando. Só repara no céu quando algo nos tira do conforto. Quando o Wi-Fi cai. Quando a energia vai embora. Quando o silêncio fica grande demais para ignorar.

A sexta-feira 13 chegou diferente.

Sem luz. Sem barulho de televisão. Sem carregador.

Só eu, o calor, uns bichinhos insistentes mordendo… e o céu.

Ele estava tão lindo que tentei fotografar. Não deu.

E talvez ainda bem que não deu.

Tem beleza que não quer ser capturada. Quer ser sentida.

Fiquei pensando em como era antigamente. Sem energia elétrica, sem ventilador, sem tela iluminando o rosto. As pessoas conversavam mais? Olhavam mais as estrelas? Sentiam mais o tempo passar?

Que loucura… a gente vive cercada de tecnologia e, mesmo assim, às vezes só se sente viva quando tudo desliga.

Hoje eu entendi uma coisa:

o desconforto também é portal.

A falta de luz me fez enxergar.

O silêncio me fez ouvir.

A pausa me fez perceber.

O mundo é bonito demais para ser visto só pela câmera.

O céu continua ali — imenso, paciente, brilhando — mesmo quando a nossa rotina insiste em nos manter olhando para baixo.

Talvez sexta-feira 13 não seja sobre azar.

Talvez seja sobre quebrar padrões.

Sobre sair do automático.

Sobre lembrar que existe beleza mesmo no escuro.

Principalmente no escuro.

E hoje, sem energia elétrica, eu me senti acesa. ✨

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