Há momentos em que a alma não envelhece — ela muda de pele.
Este texto não é sobre tempo.
É sobre o instante sagrado em que eu paro, acendo uma vela invisível e reconheço:
eu atravessei.
Atravessei perdas que não tiveram nome.
Silêncios que ensinaram mais que palavras.
Medos que me quebraram para que eu aprendesse a me sustentar.
Sou filha dos ciclos.
Da lua que minguou dentro de mim quando precisei recolher.
Do fogo que me queimou quando resisti ao que precisava acabar.
Da água que lavou minhas dores quando chorei sem plateia.
Da terra que me firmou quando decidi ficar.
Hoje, eu me reconheço como guardiã da minha própria história.
Nada foi em vão.
Cada queda foi iniciação.
Cada despedida, um pacto rompido com quem eu já não era.
Não carrego mais culpas antigas.
Não aceito migalhas emocionais.
Não negocio minha intuição.
Este novo ciclo nasce com limites claros, coração aberto e pés enraizados.
Que se aproxime apenas o que vibra verdade.
Que permaneça apenas o que sabe cuidar.
Que saia, sem ruído, tudo o que exige que eu me apague.
Eu me escolho como altar.
Meu corpo como templo.
Minha vida como ritual contínuo de presença.
Hoje eu não peço permissão ao mundo.
Eu me alinho com o que sou.
E sigo —
não mais para sobreviver,
mas para habitar plenamente a mulher que me tornei. 🕯️✨
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